Este blog é um espaço destinado ao estudo de Autoconhecimento, Ciências, Artes, Psicologia e todo recurso em prol da evolução humana.

"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses."
Sócrates

Em essência somos Um, interconectados com o Universo. A diversidade e o respeito a toda forma de vida é o que move meu propósito.

"A Verdade é uma terra sem caminhos" J. Krishnamurti

domingo, 24 de julho de 2011

2012





Segundo o calendário Maia, hoje é o último dia do ano de 2011. Existem muitas teorias a respeito do que ocorrerá neste novo ano de 2012. Vamos publicar aqui algumas informações que julgamos relevantes sobre o início dessa Nova Era, a Era de Aquário.

Disfrutem!!




Quando se diz que a Humanidade chegou a um período de transformação, e que a Terra deve elevar-se na hierarquia dos mundos, não veja nessas palavras nada de místico, mas, ao contrário, a realização de uma das grandes leis fatais do Universo, contra as quais se quebra toda a má vontade humana.
De acordo com os Maias e os Astecas, o sexto ciclo do Sol é para começar em 21.12.2012. Este ciclo também é conhecido como a "Mudança das Eras".
Conforme as suas previsões é para ser o início de um ciclo que é baseado na harmonia e no equilíbrio. A humanidade e o planeta Terra está passando por uma grande mudança na percepção da consciência e da realidade.
A civilização Maia na América Central é a mais avançada em relação ao conhecimento da ciência e do tempo. O seu calendário principal é o mais preciso do planeta. Ele nunca cometeu um erro.
Os Maias tem 22 calendários no total, que abrangem muitos ciclos de Tempo no Universo e no Sistema Solar. Alguns desses calendários ainda não foram revelados.
O quinto mundo Maia terminou em 1987. O sexto mundo começa em 2012. Portanto, estamos atualmente "entre mundos". Este tempo é chamado de "Apocalipse" ou revelando.
Isso significa que a verdade será revelada. É também o momento de realizar transformações individuais e coletivamente.
O sexto mundo Maia está em branco. Isto significa que cabe a nós, como co-criadores começar a criar o novo mundo, e a civilização que queremos, agora.

Os Maias também dizem que em 2012 teremos ido além da tecnologia como a conhecemos. Teremos ido além do tempo e dinheiro. Teremos entrado na quinta dimensão, depois de passar pela quarta dimensão.
A medida que caminhamos pela quarta dimensão efetuando nossa transformação íntima, vamos experimentando uma mudança na consciência. A quarta dimensão é mais um estado de espírito que um lugar real.
O planeta Terra e o Sistema Solar entrará em sincronização galáctica com o resto do Universo. O nosso DNA sofrerá um "upgrade" (será reprogramado) do centro de nossa galáxia.
Em 2012, o plano do nosso Sistema Solar vai alinhar exatamente com o plano da nossa galáxia, a Via Láctea. Este ciclo tem levado 26.000 anos para se completar. Será um evento cósmico!

O tempo está realmente acelerando (ou entrando em colapso). Tempo no entanto não existe - como todas as pessoas conscientes o sabem.
Por milhares de anos, a ressonância Schumann (um conjunto de picos do espectro do campo eletromagnético) foi 7,83 ciclos por segundo. No entanto, desde 1980 essa ressonância vem subindo lentamente. Agora está em mais de 12 ciclos por segundo! Isso significa que há o equivalente a menos de 16 horas por dia em vez das antigas 24 horas. Não é o "tempo", mas a própria Criação que está acelerando.

Durante o Apocalipse, ou tempo "entre mundos" muitas pessoas estarão passando por muitas mudanças pessoais. As mudanças serão muitas e variadas. Isso faz parte daquilo que temos que aprender ou experimentar.

Lembre-se, em dado momento estamos a fazer decisões grandes ou pequenas. Cada decisão é baseada em amor ou medo. Escolha amar, siga sua intuição, e não o intelecto. Siga o seu coração, o seu "desejo ardente interior". Vá com o fluxo.

As formas-pensamento são muito importantes e afetam nossa vida cotidiana. Nós criamos nossa realidade com formas de pensamento. Se tivermos pensamentos negativos é isso que atraímos. Se tivermos pensamentos positivos vamos atrair pessoas e eventos positivos.

Portanto, esteja ciente de seus pensamentos e elimine os desnecessários, os negativos ou os de julgamento. Seja exigente com os sentimentos e as informações que você processa e trabalhe no sentido de curar o planeta e a si mesmo.

Segundo o calendário Maia, esta fase "entre mundos" pode nos ajudar na libertação do círculo do tempo e do dinheiro, para liberar nossas mentes e abrir caminho para a Nova Era além da dimensão física.
A época atual é de transição, os elementos das duas gerações se confundem. Colocados no ponto intermediário, assistimos a partida de uma e a chegada de outra, já se assinalando cada uma no mundo pelas características que lhes são peculiares. As duas gerações que se sucedem tem idéias e pontos de vista opostos.
Pela natureza das disposições morais e, sobretudo, das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir-se a qual das duas pertence cada indivíduo. Cabendo-lhes fundar a era do progresso moral, a nova geração distingue-se pela inteligência e razão geralmente precoces, aliadas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo adiantamento anterior.

Não se comporá de Espíritos eminentemente superiores, mas do que já tenham progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e estejam aptos a secundar o movimento de regeneração.


J. Truffi

terça-feira, 21 de junho de 2011

Manifesto para parar Belo Monte

Embora saibamos que não podemos fazer algo realmente eficaz para proteger nossa floresta, nossos irmãos índios, nossos animais e plantas, nossa Mãe Terra, fica nossa voz num lamento de súplica para que o Grande Espírito olhe por todos nós. É só a nossa oração feita com todo o amor de nosso coração que temos para lutar.








Carta do Cacique Mutua sobre Belo Monte  

Carta do Cacique Mutua (dos Povos Xavantes) a todos os povos da Terra  

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora. Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes.

Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado. Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo. Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo. Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio. O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.   Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.  

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes. Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.   Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue. Pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.   Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós. Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.  

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.   Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.   O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.  

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.   Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta. O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu. Com um grito agudo perguntou: Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu? Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens. O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.  

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.   A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.   Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.   O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo. Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor. As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra. Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.  

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.   Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.  

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.  

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.   Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!  

Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer. Rio Xingu! Vamos nos fortalecer! Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer. Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.  

Cacique Mutua",

Xingu, Pará, Brasil, 08 de junho de 2011.  

domingo, 12 de junho de 2011

O Não Julgamento





Podemos dizer que estamos vivenciando um período de experiência aqui na Terra, como espíritos que somos.
Cada um de nós, antes de nascer, assumiu um compromisso de evolução e aprendizado. Viemos para estudar nessa escola.
É uma escola difícil, onde precisamos dar o melhor de nós para vencermos as batalhas e as dificuldades.
Muitos se queixam dos obstáculos, achando-se incapazes de vencê-los. Mas Deus, na sua magnitude e bondade, nos deu os dons, as habilidades, a força e principalmente, nos concedeu a chance de recomeçar.
Deus nos criou não para vivermos em mundo de sofrimento, mas sim nos deu a maior oportunidade de todas: evoluir! Cada um tem dentro de si o poder de transformação.
Para todos essa é uma tarefa árdua, que exige muito esforço, dedicação e auto-observação.
Por muitas e muitas vezes, julgamos os erros alheios imaginando que estamos acima disso. Mas os tropeços fazem parte da caminhada de todos nós, onde devemos aprender com a lição que nos foi dada para não mais repeti-lo.
Mas o mais importante, é não julgar nossos irmãos, porque essa tarefa cabe ao Universo, ao Grande Espírito, porque só ele conhece os mistérios no coração de cada um.
Devemos sim, confiar no Bem e no Amor. Porque nossa vida é guiada por uma inteligência maior, que está além do nosso entendimento.
Vamos cada um cumprir nosso papel e nossa missão, dar nosso melhor nas tarefas que nos cabem, estender a mão, perdoar e ser perdoado, amar além do medo e do ego, e deixar que Deus cuide de todos nós.


"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna..."

Oração de São Francisco de Assis

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Somos Todos Um


Para todas as pessoas que não compreendem o que é ter Consciência, e para quê. E da importância vital dela pra todos nós, seres humanos!

domingo, 15 de maio de 2011

Visionários do Caminho

Achei muito interessante esse vídeo, embora seja bastante forte!

Senti como um alento e um consolo para aqueles que se sentem de certa forma, deslocados, diferentes da maioria da sociedade, e que acreditam que possa haver algo melhor para todos nós.

Cada um tem uma forma de enxergar essa realidade.

De minha parte, mesmo para essa "guerra", acredito que a Paz é o caminho!

Águia do Sol




"Nós somos todos o mesmo, porque somos afetados pelo Caminho."

terça-feira, 10 de maio de 2011

Atahualpa Yupanqui

Resolvi publicar essa poesia do grande maestro argentino Atahualpa Yupanqui, que é a meu ver, um resumo profundo da busca do homem pela espiritualidade e transcendência.
Fica a cada um a oportunidade de uma bonita viagem dentro de si mesmo!

"En lo alto de la sierra,
me detuve a descansar;
pero senti que me iba...
sin moverme del lugar.

Los ojos se me perdieron
en aquella inmensidad,
y me olvidé de mi mismo
tanto mirar y mirar.

De pronto me ha preguntado
la voz de la soledad
se andaba buscando el cielo
y yo respond: quizá...

El cielo está dentro de uno
y está el infierno también.
El alma escribe sus libros
pero ninguno los lee.

A veces uno camina
entre la sombra y la luz.
En la cara la sonrisa;
y en el corazón la cruz.

Busca al cielo en ti mismo
que alli lo vas a encontrar.
Pero no es facil hallarlo
pues hay mucho que luchar.

Caminos de ingratitudes,
de incomprensión y maldad.
Noches sin luna ni estrellas
fatigas del caminar.

No te rindas al destino.
Sigue buscando, nomás.
Mirando lejos y adentro
un dia te has de encontrar.

Por caminos solitarios
yo me puse a caminar.
Por fuera nada buscaba.
Pero por dentro...quizá."