Este blog é um espaço destinado ao estudo de Autoconhecimento, Ciências, Artes, Psicologia e todo recurso em prol da evolução humana.

"Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses."
Sócrates

Em essência somos Um, interconectados com o Universo. A diversidade e o respeito a toda forma de vida é o que move meu propósito.

"A Verdade é uma terra sem caminhos" J. Krishnamurti

domingo, 6 de maio de 2012

Cruz Chakana - Cruz del Sur

Dia 03 de maio se comemora o dia da Cruz Chakana, um símbolo andino, que representa na cultura Inca, a Árvore da Vida. 

 


Na verdade, ela possui vários significados importantes.

A cruz é formada por "escadas" com quatro polos maiores e outros quatro menores que parecem indicar os pontos cardeais. 

O quadrado que se forma na figura da cruz representa os níveis de existência, a saber: Hana Pacha (o mundo superior, habitado por deuses superiores), Kay Pacha, (o mundo de nossa existência) e Ucu ou Urin Pacha (o mundo inferior habitado por espíritos, ancestrais e várias deidades que tem contato próximo com a Terra. O círculo (buraco) que tem no centro da cruz é o Axis que significa que o shaman transita pelo cósmico para outros níveis. Também representa a cidade de Cusco, o centro do Império Inca, e a constelação Cruzeiro do Sul.

Constitui a síntese do Sistema de Leis de Formação e composição simbólica andina. Tem correspondência sideral no Cruzeiro do Sul, que é uma constelação do Polo Sul, formada pelas estrelas Alfa, Beta, Gama e Delta que era a referência para o estudo da astronomia.



 



 


Chakana significa ponte. A cruz possui 2 linhas: a vertical que significa o espiritual, e o principio masculino; a horizontal significa o principio feminino, tudo que é criado e sua permanência.

Quando as linhas se cruzam, na exata altura do coração, se forma a Chakana.

Nela está contido portanto, o principio masculino e feminino, a parte superior e inferior, o céu e a terra, a noite e o dia, o Sol e a Lua.

O número 4 representa a complementaridade, ajuda mútua, interrelação.

Entre os aimarás (povo do sul do Peru), é conhecida como "Quatro Estrelas".

Figura: Bandeira do Povo Aimará

Estas quatro estrelas indicam uma direção que foi vital para os povos andinos, pois lhes dava um sentido de movimento, uma ordem e uma orientação. Seus ângulos formam uma medida chamada "Proporção Sagrada". Ao girar o quadrado sob seu ponto médio, cria-se um círculo onde entra 3.16 vezes a tranversal do quadrado no parâmetro do círculo criado - Proporção Sagrada, baseada na relação matemática "Pi".

As quatros estrelas que formam a Cruz do Sul, permitiu ao homem andino, elaborar um sistema modulador universal, que lhes permitiu resolver problemas matemáticos, geofísicos, filosóficos e sociais: a linha horizontal separava os espaços (acima e abaixo), o que deu origem a demarcação de cidades e povoados; a linha vertical separava a esquerda e a direita, feminino e masculino, importantes para manter o equilibrio.



quarta-feira, 11 de abril de 2012

Sé un Sol, Abuelo.

Cuándo camines en la oscuridad
de nada servira portar una linterna
cuya luz no pueda verse
porque entonces, cada paso que des
sera para adentrarse vacilante
en lo desconocido, y alli,
un diminuto guijarro del Sendero
puede hacerte tropezar y tambalear,
o más leve impedimento
ser causa de qeu renuncies
y abandones el viaje
para probar, quizá, por otro camino.

Haz una linterna
encendida con el fuego de Indio Rojo
cuya luz resplandece nitida
para que el camino por el que has venido
sea visto y señalado,
y para que el camino que queda por delante
no infunda temor a quienes van tras tus pasos
y caminen con seguridad
guiados por la luz de la antorcha que tu has dejado.

Porque a quienes caminen por este Sendero
no hay que dejarles andar a tientas en la oscuridad
cuando la luz puede hacerles saber
que el Sendero es hermoso
y que sus pasos pueden trazar también
una coreografia de belleza.

Este Sendero es el Camino de la Hermosura,
el precioso camino donde todos los que dancen en la belleza,
alrededor del fuego de su hogar
necesitarán para iluminar el Camino
una linterna que sea brillante.

Haz una..

Encendida con la antorcha que te ha sido dada.
La Antorcha de los ocho rayos
La Llama Interior
que ilumina las Ocho Direcciones
y las Ocho Dimensiones.

Haz una.
Sé un Sol, Abuelo.

- Misión encomendada a Caballo Volador por el Jefe Oso Plateado. -

sábado, 7 de abril de 2012

Xingu - Filme

Após toda polêmica nacional e internacional causada pelo projeto de lei federal para a criação da usina de Belo Monte, que inundaria toda a reserva indígena do Xingu, surge no cenário brasileiro o filme Xingu, que relata a história de como foi criado esse Parque Nacional, no ano de 1961.

É um filme do diretor Cao Hamburger que conta a jornada de Orlando (1914 - 2002), Cláudio (1916 - 1998) e Leonardo Villas-Bôas (1918 - 1961) a partir da expedição Roncador - Xingu em 1943.

A sinopse seria mais ou menos essa:

Nos anos 1940, os três jovens irmãos (Irmãos Villas-Bôas) decidem viver uma grande aventura e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo eles se tornam chefes da empreitada, envolvendo-se na defesa dos povos indígenas e de suas diversas culturas, registrando tudo num diário batizado de A Marcha para o Oeste.

Mais velho dos irmãos, Orlando é o articulador entre as etnias indígenas e o poder oficial, responsável por brecar a ingerência externa. Já Cláudio, é o grande idealista e o mais consciente da contradição da expedição – “Nós somos o antídoto e o veneno”, diz. O caçula é Leonardo, vibrante e corajoso. No entanto, suas atitudes podem causar um preço alto para a aventura dos irmãos.

Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 quilômetros de picadas abertas, 1.000 quilômetros de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar em 1961 o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.

Na aventura, os Villas-Bôas conseguem passar pelo território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos os lados. Em seguida, deparam-se com os Kalapalos, os famosos e temidos que teriam matado o explorador inglês Percy Fawcett. Mas, apesar de toda a apreensão e ao contrário do que imaginavam, os irmãos ficam amigos do grande chefe Izarari, e se encantaram com a cultura e os costumes locais. Não previam ainda que ali viveriam a primeira tragédia de suas vidas: um surto de gripe, trazido por eles mesmos, que quase dizima toda a aldeia.


Ao recontar a saga dos irmãos, Xingu apresenta a luta pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os Villas-Bôas em heróis brasileiros, traçando diálogo com problemas crônicos do processo de formação brasileiro.

Problemas crônicos que na nossa opinião, têm seus efeitos maléficos até nos dias atuais. Passados todos esses anos, onde se avançou tanto em tecnologia, se fala em biodiversidade, desenvolvimento sustentável, preservação ambiental e cultural, um governo tem atitudes como essa, de destruição não só geográfica, da fauna e da flora local, mas como a destruição total da cultura de uma nação inteira, que restou após tantos ataques do homem branco.

O diretor do filme Cao Hamburger, em entrevista ao jornal Zero Hora de Porto Alegre, relata o seguinte comentário, quando questionado como foi o contato com os índios e a natureza que os envolve durante as gravações:

" Toda a equipe ficou encantada com o que encontrou, com a descoberta de algo, que no fundo, desconhecíamos. O Brasil, a rigor, desconhece a questão e o modo de vida das tribos do Xingu. Não é que conheçamos superficialmente: não temos noção de quanto o estilo de vida daqueles índios é sofisticado. Eles vivem numa harmonia com o seu contexto que nada tem a ver com o nosso conceito de civilização. Eles podem não ter o avanço tecnológico e científico que temos nas cidades, entretanto, criam adultos bem mais equilibrados, que sabem lidar melhor com os problemas, ou seja, não estamos falando só de harmonia com a natureza, estamos falando de educação. "

A seguir, o trailer do filme.
 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Observação Holística

Estava eu em busca de algum tema interessante para postar, em comemoração ao 1º aniversário do Blog Leoa Branca, quando me deparei com esse vídeo de Krishnamurti - Observação Holística.

Acredito que esse vídeo trata exatamente do nosso objetivo enquanto distribuidores de informação, por assim dizer, e nos ajuda esclarecer o leitor sobre essa intenção.

Nossa principal meta é incitar as pessoas a observar através de si mesmas seu próprio Eu e encontrar por si mesmas as respostas que estão procurando.
Claro que isso se torna bastante dificil sem um auxilio ou uma ferramenta externa, então a importância de um material simples e completo como esse.
Na sua palestra, Krishnamurti define a palavra Holística como saudável, sensato, ser racional, lógico e ter a percepção de que se é um todo, e que se é Sagrado.

Em síntese, ele expõe o porque das pessoas buscarem fora de si mesmas a solução de seus problemas, como somos condicionados e vivemos isolados em um mundo em constante guerra. Define a consciência humana como uma consciencia universal, e expõe as bases para observarmos aquilo que precisamos para nos tornarmos seres humanos livres.


Nós, como autores do blog, estamos felizes em poder estar compartilhando este espaço com tantas pessoas, tentando a cada dia aprimorar ainda mais nosso conhecimento espiritual, ético e moral para contribuir com a construção de um mundo mais verdadeiro e melhor para se viver, buscando o Amor e a Harmonia com o Universo.

Aha Mitacuye Oyasin;

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Faça a escolha certa. Viva.



 
Morremos não apenas quando nosso Espírito deixa nosso corpo físico, nossa matéria, que devolvemos a nossa Mãe Terra, da qual apenas tomamos emprestado. Na verdade, isso é um renascimento.

Morremos quando deixamos de acreditar em nós mesmos, quando abrimos mão de nossos sonhos e daquilo que amamos, por medo, comodismo ou simplesmente falta de fé.

Morremos quando deixamos nossas fraquezas tomar conta de nossa vida, nos entregamos aos vícios, aos maus pensamentos, às más ações, aos prazeres dos sentidos.

Morremos quando não aceitamos o que a vida nos dá, como fruto daquilo que nós mesmos plantamos.

Morremos quando deixamos de amar.

Morremos quando deixamos de ver a beleza das flores, do céu, das nuvens, ou quando deixamos de sentir a brisa tocar nosso rosto e mergulhamos no mar da ignorância e do preconceito.

Quando passamos a enxergar nossos irmãos como inimigos, com ódio, ciúme, inveja,violência, intolerância. Esse é o verdadeiro morrer.

Morremos um pouquinho a cada dia quando simplesmente vamos deixando os dias passar, apenas esperando a morte do nosso corpo físico.

Nossa salvação está na consciência, no pensar e agir com coerência e Amor.

Acredite nos seus sonhos. Acredite em seres encantados, que lhes diziam existir na sua infância. Acredite nas bençãos de Deus. O poder está no acreditar.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

BUSCA DA VISÃO


A cerimônia chamada Busca da Visão é inspirada na cultura dos índios norte-americanos. Trata-se de um ritual muito importante para as tribos, onde todas as crianças ao alcançar a idade adulta, passam por esse processo para compreender e se preparar para a vida. Em suma, nada mais é que um trabalho de meditação, de autoconhecimento e autocontrole. Consiste em ficar em silencio, jejuar e permanecer em um pequeno espaço na montanha pelo tempo pré-determinado.
A seguir, temos um resumo sobre o que é a Busca da Visão, seus objetivos, as transformações que causam no nosso Ser nas palavras de um xamã, que realiza esse trabalho com inúmeras pessoas em uma comunidade alternativa no Rio Grande do Sul – Brazil.
Busca da Visão

É importante que em algum tempo, a gente implore uma visão. Que vá ao topo do universo, a uma montanha onde encontre o ninho do condor e da águia. A uma montanha onde a gente encontre a presença dos nossos antepassados no encontro com a gente mesmo. É nossa responsabilidade também sonhar e ter uma visão para transmitir aos nossos filhos, o compromisso de prever que nossa Mãe Terra esteja em melhores condições e se possa continuar a tradição de nossos antepassados, dos quais somos herdeiros, carregadores e guardiões.

A busca da Visão é um momento da vida onde a gente se encontra nascendo no ventre da Mãe Terra, de alguma maneira, no umbigo dela. É uma oportunidade para rezar e agradecer à vida, e de alguma maneira, alinhar-se com a ordem e o equilíbrio ,desde uma perspectiva que possa deixar um benefício, para melhorar a atitude e a nossa condição como ser humano, ao tomar consciência de utilizar uma forma positiva e correta da nossa própria existência. É uma oportunidade para pedir ajuda, compreensão; uma visão do Grande Espírito para poder servir a nossa gente, e ter as instruções concretas do uso positivo da relação com nossa própria família, e o respeito ao Mistério, do qual todos somos parte e poder assumir uma responsabilidade no papel que nos corresponde.
Tratamos de fazer este espaço para levar as pessoas para que se conheçam e que se encontrem, diante a natureza e diante a presença do Sagrado. Um espaço onde se possa respirar e sentir a própria presença do Grande Espírito.
Na Busca da Visão as pessoas que fazem um compromisso com a tradição, com o trabalho espiritual, adquirem uma responsabilidade; se tornam aprendizes de Carregador de Pipa que é um instrumento sagrado que representa um poder. O compromisso é simplesmente para provar a sinceridade, a intenção, a seriedade e quão verdadeiro é o desejo do indivíduo de comprometer-se com os ensinamentos do espírito. Na Busca da Visão se apresenta esta Pipa às 4 direções durante quatro anos, no primeiro ano se sobe a montanha por quatro dias, segundo ano por 7 dias, o terceiro ano por 9 e no quarto ano se consagrará este compromisso por 13 dias, então este compromisso será compreendido que é pelo resto da vida consigo mesmo e com o Grande Espírito, é quando a pessoa se torna Guardião da Tradição e Carregador de Pipa. Este desenho de 4, 7, 9 e 13 dias é uma forma de se conseguir que só se acerquem as pessoas dispostas a verdadeiramente serem melhores.
Esta oportunidade nos possibilita de ver como se fecha um ciclo, encontrar respostas às nossas perguntas; entregar-se à Montanha, entregar a nossa vida para que o Ensinamento desça sobre nós, e o espírito da Montanha penetre em nosso interior.
Para tanto se usa um cordão de tabacos no qual está incluído o propósito da pessoa, a sinceridade, a humildade, a integridade, a disponibilidade e a vontade. É por isso que na Busca da Visão se realizam 365 preces representando um pedido para cada dia do ano para que assim possamos ter um bom ano.
Informe-se pessoalmente com algum buscador de visão ou dançante do sol.




sábado, 14 de janeiro de 2012

Yehanoha

Iniciamos este novo ano postando esse video incrivel que encontramos na internet.

O espírito da Águia nos leva a viajar e conhecer um pouco da natureza e a história do Lar e da nobreza de espirito dos índios. Nele está contida uma linda mensagem sobre o valor de uma amizade verdadeira, leal, que é o próprio amor manifestado de forma pura, a Liberdade e o respeito a cada irmão e amigo.

Feliz 2012 a todos nós!